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Especialista em disfunção temporo-mandibular e dor oro-facial, mestre em neurociências e doutorando em reabilitação oral pela USP (Universidade de São Paulo), Juliana Stuginski Barbosa considera “importante a participação ativa dentro da APCD (Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas) por ser a profissão de cirurgião dentista muito solitária, e então, durante as reuniões, palestras e confraternizações da APCD conseguimos trocar informações, conhecimentos e também firmar os laços de amizade”. Conheça um pouco mais desta sua colega de trabalho.
“Na minha especialidade é importante ter um diagnóstico bem acertivo. Então para tratar os pacientes, preciso correr atrás do conhecimento, para poder diagnosticá-los corretamente”.
Papiro - Por que a odontologia? Juliana - Quando pequena fiz tratamento ortodôntico e isso me chamava muito a atenção, achava interessante. E quando chegou a época do vestibular, não tive dúvidas, escolhi a odontologia. Formei-me pela USP em 1996. Vim para Franca e comecei a trabalhar com a minha prima, Daniela Contart, em odontopediatria. Em 1998 iniciei meus trabalhos na área de disfunção temporo-mandibular e em 2004 fiz a especialização. A partir daí fui trabalhar no Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto. Lá faço o acompanhamento e pesquisas com os pacientes no ambulatório de cefaléia e algias crânio-faciais, sob orientação do médico neurologista, Prof. Dr. José Geraldo Speciali.
Papiro - Como foi o seu desenvolvimento profissional? Juliana - Comecei a me interessar pela área acadêmica em 2002, quando ganhei um prêmio num congresso no Brasil de dor oro-facial. Depois da especialização, fui fazer mestrado na Medicina em Ribeirão Preto e dar aulas em cursos de pós-graduação em DTM, dor oro-facial, bruxismo e odontologia do sono. Agora estou fazendo doutorado na USP em Bauru, com o tema bruxismo do sono. Minha pesquisa terá a colaboração do Prof. Peter Svensson da Dinamarca, com a orientação do professor Paulo Conti. Tenho que dividir meu tempo entre a clínica e a pesquisa. Acredito que com isso a minha prática clínica só tem a ganhar, uma vez que amplio sempre meu conhecimento não só na área de dor orofacial, mas em relação às condições clínicas que podem ser comórbidas a ela como as cefaléias. Este ano fui convidada a palestrar em três grandes congressos como CIOSP (Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo), CIOMIG (Congresso Internacional de Odontologia de Minas Gerais) e o CIORJ (Congresso Internacional de Odontologia do Rio de Janeiro). É uma conquista grande.
Papiro - Você tem blog, twitter, facebook, como é sua relação com o meio on-line? Juliana - Sempre gostei de internet e rede sociais. Primeiro fui convidada a ter um espaço num site, mas ele foi extinto. Então descobri como fazer um blog e fiz um para mim. Nele faço a divulgação da especialidade para os demais profissionais. O blog é um canal onde falo o que penso. Há também um espaço no portal Odonto 1 que disponibilizo para os colegas da minha especialidade expressar suas idéias.
Papiro - Como você divide seu tempo entre tantos compromissos? Juliana - Eu uso a tecnologia móvel de hoje ao meu favor, principalmente para gerenciar emails, agendas e documentos, mas confesso que é complicado conciliar tudo. Hoje, além do doutorado e do consultório em Franca, também estou iniciando atividades em um consultório em Ribeirão Preto.
Papiro - Quem é a Juliana profissionalmente? Juliana - Sou ética e sempre corro atrás do conhecimento, pois sou bem curiosa e adoro ensinar. Na minha especialidade é importante ter um diagnóstico bem acertivo. Então para tratar os pacientes, preciso correr atrás do conhecimento, para poder diagnosticá-los corretamente.
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