Para comemorar o dia 08 de Março - Dia Internacional da Mulher e homenagear todas as mulheres que se dedicam a Odontologia, o Papiro traz um bate- papo com Regina Fuga. Mulher, Mãe e Profissional
Regina, como você define a mulher na Odontologia?
O fato de ser uma profissional liberal proporciona viver o lado feminino. A mulher tem uma sensibilidade mais aflorada e a Odontologia precisa disso. Como o fato de valorizar a estética, o sorriso, a convivência com o paciente, etc. Temos um lado maternal que é atento ás necessidades.
Sempre trabalhei muito e tento conciliar o profissional e o pessoal, sendo uma mãe presente e uma esposa zelosa.
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A sua história na odontologia
Tenho 28 anos de formada e sempre me preocupei em estar sempre atualizada.
Eu não acho que as pessoas nascem para fazer uma única coisa, mas desde que há o empenho para fazer bem feito, a pessoa se realiza. Sou absolutamente realizada, gosto muito do que faço.
Ser uma cirurgiã dentista é um privilégio porque eu me coloco como uma profissional que tenta promover saúde, sorrisos saudáveis e bonitos.
Na minha opinião, contribuir para que as pessoas expressem a alegria de viver, sorrindo, é motivante!
Além disso, sempre acompanhei a evolução da odontologia participando de cursos e palestras e participando da associação, que é fundamental na vida do cirurgião dentista. Creio que ninguém representa melhor a gente do que nós mesmos, portanto, precisamos ser participativos sim.
Eu era muito participativa, mas interrompi meu ideal devido a especializações que fiz.
Um sonho
Realizado, a minha especialização em Ortodontia. Quando completei mais um ano de vida, repensei alguns pontos importantes na minha vida, e ao invés de pensar em aposentar, decidi investir ainda mais na minha profissão.
A equipe da Unesp de Araraquara foi excelente. O curso me completou. Aprendi várias técnicas nesses 30 meses de cursos e me empenhei ao máximo afim de conquistar mais uma realização dentro da especialidade que gosto.
Quanto mais me especializei mais valorizei o sorriso perfeito e saudável.
Como foi sua trajetória na associação?
Sempre fui muito atuante. Pretendo retornar porque eu acho que o sócio deva estar presente também com sua família.
A associação é de suma importância para que aconteçam cursos e jornadas.
Quando eu iniciei na associação, junto com a minha “comadre” Sônia Aparecida Ponce Silva Pucci, fomos muito bem acolhidas, éramos apresentadas e recebidas com festividades, jantares e acho que isso precisa ser resgatado. Não pode ser uma associação impessoal e sim mostrar ao sócio a importância que ele tem.
Sempre participei do departamento pessoal e científico. Promovia palestras e cursos com os melhores professores e convidávamos todos pessoalmente, porque isso aproxima a classe em geral. Não basta enviar comunicados, o sócio de Franca gosta desse tipo de atenção. Talvez por sermos uma cidade do interior.
Hoje observo o grande aumento de cirurgiões dentistas, devido ao elevado número de faculdades e quando ingressam no mercado de trabalho ficam desestimulados em razão da concorrência. Acho que a associação também pode ajudar nesse sentido. Se ela for uma associação que realmente represente a classe, pode sim proporcionar muita coisa positiva.
Também acho o cirurgião dentista um pouco individua-lista. Ele fica no seu consultório e busca algo somente para ele mesmo e não uma união da classe.
A solução para a união da classe
Precisamos mostrar que não estamos satisfeitos e que se ficar cada um no seu consultório com interesses individuais a gente não vai conseguir muita coisa.
A busca por essa representatividade é o que o associado mais tem que pensar e atuar na associação. Discutir pela valorização da profissão, buscar a oportunidade de crescer junto com o colega, ter o espírito solidário, permitir a troca de experiência, ter um bom relacionamento com todos os colegas, acho tudo isso fundamental.
Apesar de ter muitos profissionais no mercado o Brasil é muito grande e há espaço para todos, ainda tem muitas pessoas que não tem a oportunidade de fazer um tratamento
A lembrança de bons momentos vividos
A galinhada da Consuelo, as festas que eu e a Martinha Bittar fazíamos, a Lucinha e a Sônia sempre empenhadas em trazer o associado mais perto da classe. A Maria Inês Rezende, a Lúcia Piovezam, a Elenice Machado, colegas unidas que trabalhavam e davam o sangue pela APCD.
Tem muita lembrança boa. Esse lado humano precisa ser preservado. Um telefonema, uma chegadinha no consultório é essencial.
Vivenciei uma fase inesquecível da APCD e peço desculpas pelos amigos e amigas que não citei aqui, mas que com certeza estarão guardados no meu coração.
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