Numa entrevista alegre e contagiante, nosso colega Dr. Jales Amâncio de Castro expressou todo seu entusiasmo e amor pela Odontologia. Confira.
Dr. Jales como é a sua rotina?
Incansável! Vivo a Odontologia das 7 da manhã ás 7 da noite e só tenho tido realizações. Realizações pessoais e profissionais.
Muitos Dentistas de hoje, foram meus pacientes quando criança.
Um oftalmologista cuida de dois olhos, nós cuidamos de vinte dentes de leite, trinta e dois permanentes, mais gengiva, aparelho, enfim, não existe profissão mais bela e privilegiada do que a Odontologia.
Venho de uma família de Dentistas. Meu avô era um profissional exemplar que me repassou todo o fascínio dessa profissão.
Considero a Odontologia o ar que respiro!
Eu costumo dizer que ela transforma uma pessoa, porque uma pessoa sem sorriso é triste. Nosso trabalho devolve a auto-estima, dá brilho, dá vida e saúde, porque o mastigar é perfeito e tudo é modificado.
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Como era a Odontologia de anos atrás?
Considero que houve uma transformação expressiva, com mudanças de técnicas e de atitudes também, mas continua sendo tão prazerosa quanto antes.
Claro que as dificuldades existem, mas é direcionada para quem não sabe, quem não estuda.
A odontologia que aprendi na faculdade teve o tempo dela, dogmas que não podiam ser aprendidos, hoje são tirados de letra com técnicas modernas, equipamentos e materiais de última geração.
Como definir o Dr. Jales?
Uma pessoa extremamente alegre, pois faço o que gosto.
Procuro sempre oferecer coisas boas e é muito prazeroso conviver e viver de uma maneira harmônica, de uma maneira que não ocasione arrependimentos futuros.
Sou totalmente realizado na profissão, preservo os amigos que conquistei, enfim, tenho muitas surpresas agradáveis. As desagradáveis, que porventura possam surgir, tento excluir do rol da minha vida. Prefiro esquecer e aprender com isso.
Me considero um homem feliz. O que está no meu coração me pertence. Se estou triste não transmito aos outros, essa é a minha maneira de viver.
O que os outros vêem, o que é fotografado, isso sim lhes pertence, é dos meus clientes e amigos, mas o que está dentro de mim não. E não é justo que eu repasse quando estou num momento mal ou chateado.
Sou alto astral, minhas alegrias são muito maiores que as tristezas.
Foi realizada recentemente uma festa para comemorar os 35 anos de formatura da sua turma. Qual é a sensação?
É maravilhoso. A festa aconteceu numa estância em São Carlos e reuniu todos os colegas de turma da USP.
Já fizemos outras reuniões como esta e acho fundamental e necessário. Isso enriquece, reforça os laços e é extremamente divertido.
Como é a sua relação com a APCD Franca?
Sou extremamente participativo. A diretoria em geral é capacitada e assumo que sou um pouco exigente em relação á classe. Somos mais de 300 associados e não há o aproveitamento necessário do que é oferecido, como por exemplo, as festas, confraternizações e cursos. Compreendo que o espaço de trabalho está cada dia mais restrito. O paciente, no caso o cliente, está cada dia mais distante, na busca por planos de saúde, enfim, existe muitas barreiras, mas depende de cada profissional o sucesso.
Eu nunca fiz parte de cooperativas, mas também nunca parei de estudar. Sempre procuro oferecer um diferencial ao meu cliente.
Um professor de São Paulo dizia: “Um curso a mais na sua vida profissional, pode ser o seu diferencial de trabalho, porque 1 a mais é melhor do que 1 a menos.”, então faça cursos e aprenda.
Estou sempre presente em congressos e gosto de reencontrar colegas e professores, julgo este relacionamento profissional necessário.
Dentro dessa visão eu acho que os colegas precisam prestigiar mais a APCD Franca, tanto na parte social quanto profissional. Os eventos muitas vezes são gratuitos e fazem a ponte do conhecimento entre um colega que sabemos que existe, mas que não conhecemos pessoalmente. É muito importante esse intercâmbio de conhecimento, de vivência.
Acho justíssimo que se cobre do associado não somente a mensalidade, mas acima de tudo, a presença.
Como é a luta pela classe?
Estivemos (diretoria da APCD) recentemente em Tupã/SP, localizada do outro lado do estado e uma região de difícil acesso, ou seja, sofremos com viagens longas e perigosas, mas estamos unidos pelo que nos move sempre: A Odontologia de Franca!
Destinos como Piracicaba, Pindamonhangaba, Araraquara, Bauru, Campinas, Santos, Tupã, Campos do Jordão, São Paulo, Rio Preto, Lins e Marília são cidades que freqüentamos sempre, principalmente aos finais de semana, em assembléia que dizem respeito a classe.
Convoco todos os colegas a participarem conosco pela defesa da nossa classe. Doe-se um pouquinho para a APCD, pois se somarmos um pouco que cada um possa dar, representará muito para nossa APCD. Vista a camisa da associação que você é sócio para que ela se fortifique cada vez mais e não a tire num momento difícil.
Um pedido especial:
Que cada profissional seja mais um a elevar o nome da APCD Franca, ao invés de, por exemplo, se deslocar para outras cidades da região. Temos sim a obrigação de prestigiar o que é nosso, o que está mais próximo e com certeza custa menos.
Para mim o caminho mais curto é o mais próximo do meu consultório. É muito mais simples eu trazer um professor e juntar vários dentistas dentro da APCD, do que eu deslocar alunos para as cidades vizinhas, onde acontece os cursos com outras EAP’S. |
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Se realmente houvesse a união, seria mais prático e proveitoso. Sabemos de colegas que se deslocam para outras cidades da região, até menores do que Franca e por isso exijo sempre o prestígio do associado ao que é da nossa cidade.
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