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ENTREVISTA |
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....O
Dr. Ângelo Cisoto Gianechini,
“Anjinho”, como gosta
de ser chamado, é o entrevistado
desta edição.
Aos 65 anos, sendo 44 exercendo
a Odontologia, Anjinho que é
de Araraquara, veio para Franca
em 1958 para jogar basquete e
construir sua carreira. |
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Quando
é que o senhor chegou á
Franca?
Eu estudava Odontologia em Uberaba e
vim pra Franca em 1958, época
que a cidade já despontava com
seus jogos de basquete. Como venho de
uma família de jogadores de basquete,
ingressei no time do Clube dos Bagres
e eles me davam um auxilio financeiro
para que eu adquirisse meu consultório.
Em 1962 instalei meu consultório
nos fundos da clínica do Dr.
Alberto Costa, que era oftalmologista.
Porque
Odontologia?
Nunca quis ser outra coisa a não
ser dentista. Meu pai também
era dentista e incentivava todo mundo.
Um dia ele falou: Você não
quer ser meu protético? E eu
falei que queria. Anos depois, quando
já formado, eu conhecia as
técnicas que antecederam a
época de minha formação.
Quando comecei eu montei também
um laboratório de prótese.
Eu fazia de tudo. Moldava, esculpia
e fundia. Naquela época usava-se
muito ouro.
Agora terceirizei este tipo de serviço,
mas conheço muito bem o trabalho
protético.
Qual
a diferença de ser um Cirurgião
Dentista hoje e há 40 anos
atrás?
Hoje a dificuldade de manter um consultório
é muito grande. A gama de conhecimentos
e atualização profissional
é muito maior. O que determina
um dispêndio financeiro maior
do que antigamente.
O material odontológico é
muito caro. A quantidade de materiais
que um consultório precisa
para fazer um bom atendimento é
muito grande e acaba onerando os custos.
A responsabilidade do profissional
também é grande, e como
todo profissional da saúde,
qualquer deslize pode causar um processo.
Qual
é o seu segredo para fidelização
de clientes?
Minha vida odontológica tem
me ensinado muito. Não trabalho
pra ganhar dinheiro. Ganho dinheiro
do meu trabalho.
Me sento com o cliente e dou uma aula.
Explico todo o processo e enquanto
ele não entender eu não
inicio o tratamento.
Eu tenho que zelar pela cultura odontológica
dele, para que ele reconheça
que o meu trabalho é qualificado
e que, acima de tudo, eu não
faço milagres. Eu também
tenho insucessos. O cliente passa
a ser meu amigo.
Que
mensagem o Sr. deixa para os jovens
que ingressam na carreira odontológica
agora?
Os jovens precisam ficar atentos com
os vendedores de sonhos. Com aqueles
projetos onde o investimento fica
aquém do que eles irão
usufruir com os ensinamentos adquiridos
e me coloco à inteira disposição
para aqueles que quiserem conversar.
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